APAT integrou o debate sobre 'O Futuro da Rede Ferroviária', que decorreu em Madrid, ao abrigo do 2º Fórum da Aliança Europeia corREDores.
Decorreu, neste dia 25 de Junho, na cidade de Madrid, o
2º Fórum Anual organizado pela
Aliança Europeia corREDores.eu, cujo tema central foi o 'Transporte de Mercadorias do Futuro: O Desafio da Bitola'. A Associação dos Transitários de Portugal (APAT) aceitou o convite para participar, tendo sido representada pelo diretor-geral António Nabo Martins, cuja vasta experiência no âmbito ferroviário proporcionou um importante diálogo durante a segunda mesa-redonda doa dia, intitulada 'O Futuro da Rede Ferroviária'.
A iniciativa visou criar um espaço de diálogo e partilha com o intuito de debater a situação atual da rede ferroviária espanhola, os seus pontos fortes e fracos, bem como as oportunidades futuras que um investimento coordenado e sistetmatizado pode proporcionar à sociedade espanhola. O convite direcionado à APAT valoriza o papel institucional que a associação desempenha no contexto ibérico e o peso que detém na mediação e desenvolvimento dos temas mais fulcrais da atualidade logística da Península Ibérica.
Tratando-se de um espaço de análise e networking entre profissionais, instituições, empresas e agentes-chave do setor, o 2º Fórum da Aliança Europeia corREDores consolidou-se já como «um ponto de encontro e reflexão estratégica que contribuirá para impulsionar um sistema logístico mais eficiente, resiliente e preparado para os desafios de um mercado global cada vez mais exigente», explicou a organização. A APAT trouxe, para o debate, as perspetivas lusas face à sintonia logística e infraestrutural que deve pautar a estratégia dos dois países.
«A Europa vive um momento sem precedentes de investimento em infraestrutura ferroviária. No entanto, o desafio não está apenas em executar grandes volumes de obra, mas em garantir que esses investimentos geram uma verdadeira mudança no sistema de mobilidade e logística», declarou o diretor-geral da APAT. «Penso que se torna essencial assegurar o planeamento estratégico, a articulação com outras redes — incluindo as necessidades de mobilidade militar europeia — e evitar que a opção rodoviária seja encarada como única resposta».
Para António Nabo Martins, é real a preocupação de estarmos a criar «infraestruturas por razões estratégicas sem garantir que estão bem planeadas, interoperáveis e também úteis para fins civis/logísticos», a reboque da facilitação de movimentos militares dentro da UE. O representante da APAT vincou que devemos ter ciente que «o sucesso dos investimentos deverá ser medido pelo aumento efetivo da quota modal ferroviária, tanto no transporte de passageiros como de mercadorias».