X




X

«Próxima transformação da IA será nos armazéns, frotas, planeamento e operações»

25 Jun
Hugo de Sousa foi um dos destaques da 4ª edição do evento TechLogistics, que decorreu no dia 16 de Junho, na sede da Microsoft Portugal, em Lisboa. O fundador da empresa Mars Shot foi o primeiro keynote speaker do dia e abordou o tema 'A IA saiu do escritório. Agora vai para o terreno'. Durante a sua intervenção, alertou para a urgência de entender uma realidade incontornável: a próxima grande revolução da IA impactará fortemente o cerne das operações: desde o planeamento, do armazém, passando pelo transporte. 
 
«Durante muito tempo, a Inteligência Artificial foi vista como uma ferramenta para equipas digitais, áreas administrativas, marketing, tecnologia ou produtividade individual. Mas essa fase acabou», declarou, no rescaldo do evento, o fundador da Mars Shot, empresa cujo foco está na consultoria de nova geração com recurso a software baseado em IA. «A próxima grande transformação da IA vai acontecer nos negócios físicos: nos armazéns, nas frotas, no planeamento, nas operações, nas compras, na manutenção, no atendimento, na documentação, na previsão da procura e na tomada de decisão diária», alertou, falando diretamente para os agentes da Logística.

A logística e a supply chain são talvez dos sectores onde esta mudança será mais visível. Porque são sectores onde pequenos ganhos de antecipação, eficiência e coordenação podem ter impacto direto em custos, serviço, velocidade e vantagem competitiva.

A minha mensagem foi clara:
O maior risco não é a IA substituir pessoas.
O maior risco é empresas com IA substituírem empresas sem IA.

As organizações que continuarem a operar com decisões lentas, dados dispersos, processos reativos e conhecimento preso em poucas pessoas vão sentir cada vez mais pressão. Não porque lhes falte experiência. Mas porque a experiência, sozinha, já não chega quando o contexto muda mais depressa do que os processos conseguem acompanhar.

A GenAI não deve ser vista apenas como “mais uma ferramenta”. Deve ser vista como uma nova interface para o negócio: uma forma de conversar com dados, documentos, processos, sistemas e decisões.

E a pergunta que deixei no final foi esta:
Que parte do vosso negócio ainda está a funcionar como se a IA não existisse?
A resposta a esta pergunta pode ser desconfortável. Mas é precisamente aí que começa a transformação.

Ajude-nos a crescer