A solução permitirá que os gigantes dos mares desliguem os motores e se tornem «mais silenciosos e com menor impacto ambiental no Porto de Leixões», adiantou o presidente da APDL, João Neves.
Um importante passo na modernização, sustentabilidade energética e descarbonização do Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões: os navios que atracam o magnífico terminal passam a poder operar sem recurso a geradores a diesel enquanto estão atracados, eliminando o consumo de combustível durante a estadia em porto. A solução materializa-se através de um sistema OPS (Onshore Power Supply) desenvolvido pela VINCI Energies em Portugal, no âmbito de um projeto comandado pela própria APDL.
De acordo com o Jornal Económico, a solução foi alcançada, para Portugal, através de um consórcio composto pela Omexom e Actemium da VINCI Energies, mobilizando também a reconhecida experiência técnica da Actemium em França - o sistema possibilitará que os navios se liguem diretamente à rede elétrica em terra, garantindo que alimentação de todos os seus sistemas elétricos e operacionais durante a atracagem. É assimr reduzida significativamente a essmisão de CO2 durante as escalas dos navios.
«A solução disponibilizará até 16 MVA de potência, o suficiente para abastecer uma pequena cidade de cinco mim famílias, o que permite que estes gigantes dos mares desliguem os motores e se tornem mais silenciosos e com menor impacto ambiental no Porto de Leixões», explicou a APDL. A infraestrutura inclui uma subestação
shore-side, alimentada a partir da infraestrutura elétrica existente no terminal e equipada com sistemas de conversão de frequência e tensão e um sistema móvel de gestão de cabos que permite ligação segura dos navios à rede elétrica.
«A implementação do sistema OPS no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões representa um passo decisivo na estratégia de descarbonização do porto e na melhoria da relação entre a atividade portuária e a cidade. Ao permitir que os navios se liguem à rede elétrica em terra, reduz o ruído e o impacto ambiental durante as escalas, o que reforça também a posição de Leixões como um porto moderno e preparado para responder às novas exigências ambientais da indústria de cruzeiros e acelera a transição energética no setor marítimo-portuário», declarou João Neves, presidente do Conselho de Administração da APDL, citado pelo comunicado ao qual o Jornal Económico deu eco.
Foto: APDL