O Secretário de Estado das Infraestruturas admitiu que o processo foi duro para as empresas transitárias, tendo provocado significativos constrangimentos operacionais.
Hugo Espírito Santo, Secretário de Estado das Infraestruturas, marcou presença no curso
Port2Rail, que se realizou a bordo de um comboio da CP entre os dias 19 e 21 de Maio - no primeiro dia da odisseia ferroviária que ligou os portos nacionais, o governante subiu a bordo da carruagem para saudar a iniciativa e explicar a essência da estratégia 'Portos 5+'. Na sua intervenção, reconheceu que a entrada em atividade do SiMTeM, em Dezembro passado, tornou o arranque de 2026 «bastante difícil» para os Transitários.
O Secretário de Estado das Infraestruturas admitiu que o processo foi duro para as empresas transitárias, tendo provocado significativos constrangimentos operacionais,
principalmente no Porto de Leixões. «Bem sei que, para alguns de vocês, o início do ano foi bastante difícil, devido ao SiMTeM. Reconheço isso. Nada disto se faz sem alguma dor, posso-vos garantir. Tenho noção disso. Contudo, o objetivo é um bom objetivo: garantir que estamos, de facto, a caminhar para ter mais digitalização no setor», afirmou.
Recorde-se que a Associação dos Transitários de Portugal (APAT) foi uma das instituições
mais vocais no que toca à crítica face à introdução - precipitada - do novo Sistema Integrado dos Meios de Transporte e das Mercadorias (SiMTeM), tendo, inclusivamente, solicitado o seu adiamento e alertado, através de vários
comunicados oficiais, para os perigos de uma incompleta inserção operacional do sistema. Os primeiros meses de 2026 provaram que a APAT tinha, infelizmente, toda a razão.