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SiMTeM e os alertas da APAT: Um «pulsar do mercado» que não foi ouvido

10 Fev
Os alertas da APAT foram, vincou o reputado especialista Jaime Vieira dos Santos, «o pulsar do mercado que se fazia sentir», mas que, infelizmente, não foram escutados pela AT. 
No seu mais recente artigo de análise e opinião na Transportes & Negócios, Jaime Vieira dos Santos, reputado especialista em Logística Portuária, e que, até há bem pouco tempo atrás, presidiu à Comunidade Portuária de Leixões, analisou o conturbado dossier da entrada em produção do SiMTeM, apontando falhas graves ao processo e lembrando que vozes como as da APAT (pedindo o adiamento) deveriam ter sido escutadas pela Autoridade Tributária e Aduaneira. Os alertas da APAT foram, vincou «o pulsar do mercado que se fazia sentir».
 
De acordo com a histórica figura do Porto de Leixões e do panorama portuário nacional, a precipitação que pautou a entrada em vigor do SiMTeM trouxe uma imagem de «desordem processual» e de «fragilização da organização», que resultaram, como o país bem viu, a constrangimentos vários nas cadeias logísticas do país. A AT «não cuidou da adequada integração do sistema na Sociedade quando escolheu Dezembro, um calendário inapropriado, para lançar o SiMTeM, em Leixões, apesar dos apelos dos Atores Logísticos no sentido de o adiar», vincou.

O SiMTeM e a voz do mercado que não foi escutada

No artigo, Jaime Vieira dos Santos lembra que foram várias as «vozes que vieram a público sugerir o adiamento», entre as quais, a da APAT, que, sublinha, «devia ter sido escutada», uma vez que se trata de «uma entidade que, não sendo o dono da carga, no entanto, do ponto de vista logístico, tramita com ela, quer pela competência técnica dos seus Associados quer pelo seu conhecimento das Redes Logísticas, e que tem influência direta na decisão dos Carregadores de utilizarem Leixões, tanto nas operações de importação como nas de exportação».
 
No entender do especialista, a voz «devia ter sido ouvida», pois tratava-se do «pulsar do mercado que se fazia sentir». Os profissionais do setor «perceberam que não havia condições para o fazer, com sucesso, uma vez que a Cadeia Logística estava sob a pressão da Quadra Festiva e, ao mesmo tempo, a formação das Pessoas não tinha tido o tempo necessário e suficiente para garantir o êxito do processo, correndo-se o risco de transformar a experiência numa aventura, o que veio a acontecer», pode ler-se no artigo publicado na Transportes & Negócios.

Leia aqui o artigo na íntegra.

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