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APAT em direto na CNN: o conflito no Irão e o impacto em quem exporta e importa

25 Mar
Desde «irregularidade nas escalas dos navios», passando pela «retenção de cargas nos portos» e potenciais constrangimentos portuários no horizonte, o cenário não é risonho para quem exporta e importa.
A Associação dos Transitários de Portugal (APAT) voltou a estar debaixo dos holofotes, tendo estado em direto, na CNN, para analisar o quadro de instabilidade geopolítica vivida no Médio Oriente e os impactos diretos e indiretos no setor do Transporte e Logística. António Nabo Martins, presidente executivo da APAT, respondeu às questões do jornalista José Carlos Araújo e abordou os problemas que as empresas ligadas ao setor estão a encontrar, à medida que o conflito militar entre EUA, Israel e Irão perdura no tempo. 

«Imprevisibilidade»: contexto adverso para quem exporta e importa

Desde «irregularidade nas escalas dos navios», passando por «imprevisibilidade nos fluxos logísticos» e «retenção de cargas nos portos» e potenciais constrangimentos portuários no horizonte, o cenário não é risonho para o setor. Para António Nabo Martins, os aumentos a que temos assistido desde o arranque da guerra no Irão são «transversais a toda a atividade» e sentidos por todos aqueles que lidam com cargas em qualquer ponto do globo. Teme-se igualmente a crescente escassez de equipamento, nomeadamente, de contentores disponíveis.
 
Para transportadores e transitários, a urgência agora passa por «encontrar rotas alternativas» para que os fluxos de mercadorias não sejam interrompidos; contudo, essa redefinição de rotas levará a maiores tempos de trânsito, maiores índices de consumo de combustível, e, claro, a maiores custos no cômputo global. «Toda a cadeia fica afetada e impactada com estes preços», vincou o representante da APAT, alertando que tal tendência não se resume ao Shipping ou ao transporte rodoviário: também a ferrovia e a carga aérea são fortemente afetadas.
 
«O abastecimento é cada vez mais caro. Enquanto transitários, trabalhamos também com o modo aéreo e ferroviário e sentimos claramente que se trata de um aumento acentuado em todos os modos de transporte, e assim sendo, vai se sentir, mais tarde ou mais cedo, nas empresas que exportam e que importam e também no consumidor final», salientou António Nabo Martins.

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