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Ebury «mais perto das PME» com abertura de escritório na cidade do Porto

12 Fev
«No nosso caso 60% do numero de clientes estão no Norte», explicou, em entrevista, o chief business officer da Ebury.
A Ebury, que em 2025 encetou uma sinergia com a Associação dos Transitários de Portugal (APAT), tendo inclusivamente participado no 20º Congresso da associação, inaugurou novos escritórios em Portugal, desta feita na cidade do Porto, para estar «mais perto das PME», explicou, ao Jornal Económico, Duarte Líbano Monteiro, chief business officer da empresa de fintech global focada em pagamentos internacionais e gestão de risco cambial, que, em 2017, se iniciou em território português, com a abertura dos seus escritórios em Lisboa.

Ebury: «60% do numero de clientes estão no Norte»

«Vamos abrir no Porto para estarmos mais perto das PME e porque é importante para as empresas nossas clientes terem um escritório da Ebury no Norte», declarou, em entrevista ao Jornal Económico, Duarte Líbano Monteiro, confirmando assim a expansão da empresa em território nacional. Esta decisão visa dar resposta à densa massa empresarial da região Norte, com predominância de PME's, e que realiza cerca de 35% do valor total das exportações portuguesas. «No nosso caso 60% do numero de clientes estão no Norte», explicou o responsável. 

Perto de celebrar uma década a atuar em Portugal, a Ebury nasceu para dar um serviço às PMEs que só as grandes empresas tinham por parte da banca. «À medida que nos aproximamos do nosso 10º aniversário no país, esta segunda localização permite-nos fortalecer a nossa presença local e dar um melhor apoio às PME a escalarem as suas operações internacionalmente», pode também ler-se no anúncio que a empresa disseminou pelas redes sociais, dando conta da abertura de escritórios em Vila Nova de Gaia. 

Na entrevista ao Jornal Económico, Duarte Líbano Monteiro explica como a Ebury se coloca ao lado das PME exportadoras, exemplificando: «Uma PME de Leiria que vende para os EUA, conseguimos abrir um IBAN nos EUA em nome da empresa, sem que tenha necessidade de constituir uma empresa local, como é que fazemos isso? Com um acordo com bancos. O risco é Ebury. Os bancos confiam na Ebury»; noutro caso, salienta que «uma empresa que importa da China, em vez de pagar em dólares e evitar dois riscos cambiais de euro para dólar, e de dólar para yuan, paga diretamente em yuan e a empresa chinesa até tem margem para fazer um desconto porque já não tem que vender em dólares».

As principais atividades da Ebury incluem assim pagamentos e recebimentos internacionais (permite realizar e receber pagamentos em mais de 130 moedas e em cerca de 190 países). Incluem a gestão de risco cambial, uma vez que a Ebury oferece ferramentas como contratos a prazo (hedging) para proteger as empresas contra a volatilidade das taxas de câmbio. Depois permite as chamadas contas multimoeda, ou seja, as empresas podem abrir contas locais com IBAN próprios em diversos países para facilitar a liquidação doméstica.

Ebury mostrou-se ao associados da APAT no 20º Congresso

Recorde-se que a Ebury marcou presença no 20º Congresso da APAT, intitulado 'Crescer Sustentável & Permanecer Competitivo', que se realizou na cidade de Évora, nos dias 10 e 11 de Outubro. A parceria, firmada em 2025, resultou numa sinergia para dar a conhecer os serviços da empresa ao mercado transitário, abrindo novas oportunidades aos associados da APAT: a palestra de Gonçalo Vilas Boas (líder do departamento de Vendas), em pleno evento, permitiu explorar o 'ecossistema Ebury' e explicar os pontos fortes da companhia.

Leia aqui a entrevista completa.

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