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O regresso a «cadeias de abastecimento mais curtas» e adaptação do Transitário

12 Fev
«O aparecimento de tarifas alfandegárias impostas pelos EUA  (...) pode indiciar uma diminuição do comércio mundial, com o regresso de cadeias de abastecimento mais curtas», alertou o presidente da APAT.
Estaremos perante um regresso, a nível global, às cadeias de abastecimento mais curtas, como resposta orgânica à proteção das produções nacionais e às tendências nacionalistas de algumas das grandes super-potênciais mundiais? De facto, em 2026, o 'sim' parece ser a resposta correta, tal como perspetiva Joaquim Pocinho, presidente da direção da Associação dos Transitários (APAT), no seu artigo de opinião na Transportes & Negócios. Neste contexto, voltará, como sempre, a vingar a capacidade adaptativa das empresas transitárias.

Potencial reformulação das cadeias de abastecimento

Tendência já iniciada em 2025, poderá a intensificar-se em 2026 caso os fortes indícios se mantenham, em grande parte, encabeçados pela administração de Donald Trump, presidente dos EUA. «O aparecimento de tarifas alfandegárias impostas pelos EUA aos seus parceiros comerciais, e respetivas contrarrespostas destes, pode indiciar uma diminuição do comércio mundial, com o regresso de cadeias de abastecimento mais curtas, resultantes do regresso da proteção económica às produções nacionais», assinala Joaquim Pocinho.

«Tal realidade impactará na forma de fazer comércio e no modelo de negócio de muitos transitários que — e bem — têm sabido evoluir para servir cadeias de abastecimento verdadeiramente globais», prossegue o líder da APAT, deixando elogios às respostas que os transitários têm dado às sucessivas disrupções que quebram a normalidade operacional. «Os transitários terão de estar atentos a estas novas realidades por forma a adaptar as suas estruturas e negócios aos novos contextos», sublinha Joaquim Pocinho.

A «turbulência» na Logística nacional: «dos aeroportos aos portos»

O presidente da APAT não esquece a «turbulência» que assola o setor logístico nacional, com graves impactos nos negócios e nas empresas. Desde o segmento da carga aérea e a já famosa «crise operacional nos aeroportos nacionais», até à errática entrada em produção do SiMTeM, com catastróficos efeitos no fluxo de mercadorias em todo o país, o cenário, descreve, é de «caos generalizado». «Dos aeroportos para os portos: à conta da entrada em produção do SiMTeM, o Porto de Leixões chegou a estar paralisado», lembra.

Tratam-se de «situações que não deveriam acontecer, da responsabilidade das entidades que deveriam fomentar a competitividade da economia e defender a produção e exportações nacionais», vinca o presidente da APAT, lembrando que a sinergia operacional e a coordenação são a chave do sucesso da Logística, uma vez que «as cadeias de abastecimento modernas são, essencialmente, colaborativas, onde os vários elos que as compõem dependem do bom desempenho do elo anterior e seguinte». 

Leia aqui o artigo na íntegra.

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