A volatilidade global obriga a uma «atenção permanente, a efetuar parcerias, a perceber as dinâmicas mundiais e a escolher bem », explica o presidente executivo da APAT, António Nabo Martins.
Em reportagem assinada pela Supply Chain Magazine, que integrou a mais recente edição da revista da publicação, António Nabo Martins, presidente executivo da Associação dos Transitários de Portugal (APAT), deu o seu contributo para a reflexão em torno da importância do Transitário enquanto peça-chave da estabilidade em tempos de volatilidade total e incerteza geopolítica e comercial.
«Talvez nunca como hoje a palavra acordo deixou de significar concordância ou anuência para passar a ser, depender ou estar sujeita à vontade de um determinado líder, de determinada economia ou até mesmo da disposição do momento», introduziu o presidente executivo da APAT, à luz das tendências de taticismo - e unilateralismo - velado que os líderes das superpotências globais vêm empenhando.
Entre conflitos militares e jogadas de bastidores políticos, guerras de tarifas e acordos históricos (como o Mercosul-UE), o xadrez geopolítico deste mundo global - cada vez mais fragmentado quando visto à lupa - dificilmente subsistirá, tal como o conhecíamos, sem o primado da parceria, da complementaridade e da interdependência. Neste contexto, vinca o António Nabo Martins, o Transitário é a solução.
«Os acordos comerciais tornam o comércio internacional mais fácil, mais barato e mais seguro, criando um ambiente mais favorável para as empresas de logística e transitários, e poderem gerir fluxos de mercadorias com maior eficiência», salienta. Contudo, «o mundo atual está volatilizado, o que obriga a uma atenção permanente, a efetuar parcerias, a perceber as dinâmicas mundiais, a escolher bem e 'apostar' melhor».
«É nesta equação de várias parcelas que os Transitários são extremamente relevantes, na procura e busca de novos mercados, com acordos comerciais mais favoráveis», explica. «Quero com isto dizer, por exemplo, que o MercoSul será excelente, mas excelente para todas as empresas nacionais? Não. Há que perceber, de que forma, como, quando e quanto se deve apostar. Para isso estão cá os Transitários», rematou.
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