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APAT em destaque na SIC: o SiMTeM e os prejuízos de uma Economia em perigo

29 Jan
«As empresas que importam e as empresas que exportam estão a ter custos adicionais que atingem já as centenas de milhares de euros», alertou o presidente executivo da APAT.
A Associação dos Transitários de Portugal (APAT) continua a acompanhar de perto o problema da errática entrada em produção do SiMTeM, tendo, nas últimas semanas, intensificado a sua intervenção direta junto da tutela, sem descurar a presença no espaço público, através de entrevistas e reportagens que vêm trazendo para a ordem do dia um tema grave cuja resolução se exige urgente e cabal. No passado dia 21 de Janeiro, foi a vez da SIC: António Nabo Martins, presidente executivo da APAT, explicou, em direto, a gravidade da situação.

SiMTeM e a repercussão grave na economia real

«Continuam a existir muitos contentores a aguardar muito tempo para serem desbloqueados. O que está a acontecer é que estão a chegar as faturas dos contentores que, em primeira mão, ficaram bloqueados, ou seja, esta sequência gravosa chegou agora», começou por explicar o presidente executivo da APAT, lembrando que, ao invés de estar mitigado, o problema tem-se sim acentuado, com o acumular das cargas e fazer-se sentir nas contas das empresas, com negócios adiados e prejuízos que não são da responsabilidade dos Transitários. 
 
«As empresas que importam e as empresas que exportam estão a ter custos adicionais que atingem já as centenas de milhares de euros e o que acontecerá é que terão de repercutir esse custo naquilo a que chamamos de Economia real, que, no fundo, termina no cliente final. Na prática, somos todos nós que iremos pagar esses custos adicionais», alertou António Nabo Martins, lembrando que todos estes são sinais de uma Economia em perigo, refém de constrangimentos que impedem o normal funcionamento das cadeias logísticas.

APAT aponta dedo à «falta de interligação»

Uma das causas para o caos logístico que vem assolando o país desde a entrada em produção do SiMTeM é, sem dúvida, a falta de preparação conjunta e a parca coordenação estratégica para a implementação de um sistema que afeta inúmeras entidades. «Foi a falta de interligação entre todos os agentes da cadeia, que, basicamente, nos trouxe até aqui. Se todos integramos a cadeia logística – cada um no seu métier ou na sua atividade – então deveríamos estar todos a trabalhar para este objetivo», declarou o presidente executivo da APAT.

Recorde-se que a APAT tem recolhido dados providenciados pelos seus associados, com o intuito de expor uma situação que considera irregular, injusta e inadmissível, pautada por congestionamentos nos portos, mercadorias em impasse e crescentes custos de imobilização que não podem ser imputados às empresas transitárias, que são alheias a uma implementação precipitada do SiMTeM. As reuniões com a tutela sucedem-se, esperando-se que agilizem uma solução capaz de instalar a normalidade do ecossistema logístico.

Foto: Free-Images.com | Pixabay
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