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O Caos do SiMTeM: APAT explicou situação «injusta» e apelou ao bom senso

22 Jan
«O impacto é sobre todos nós: sobre a economia e a competitividade nacional», vincou Inês Simões Carneiro, da APAT, durante a sessão de formação realizada pela AT.
No passado dia 8 de Janeiro, e na sequência do caos logístico que a entrada em produção do sistema informático aduaneiro SiMTeM despoletou em Portugal, a Autoridade Tributária e Aduaneira e a Associação dos Portos de Portugal (APP) realizaram uma ação de formação nacional para elucidar os agentes económicos sobre a nova plataforma e respetivos procedimentos. A Associação dos Transitários de Portugal (APAT) marcou presença e interveio para expor a situação de extrema «injustiça» que aflige as empresas transitárias e os seus associados.

«Transitários querem fazer parte da solução»

Inês Simões Carneiro, Responsável Regional Norte da APAT, tomou a palavra para explicar os contornos de um contexto extremamente complexo e penalizador para as empresas transitárias, que, dia após dia, vêem-se a braços com enormes custos decorrentes de uma situação anómala à qual são totalmente alheios. «Os transitários gostariam de fazer parte da solução. Apesar da nossa proatividade e interesse na matéria, a verdade é que, até então, não estão reunidas as condições nem as ferramentas adequadas para que isso se verifique», afirmou.

A representante da APAT, que tem acompanhado o dossier de perto, vincou que os associados «estão a sofrer consequências significativas a nível económico, comercial e competitivo, que, note-se, não se circunscreve à esfera jurídica de um determinado transitário ou do seu cliente. Afinal, o impacto é sobre todos nós: sobre a economia e a competitividade nacional». Perante uma plateia de de mais de 600 pessoas, Inês Simões Carneiro lamentou a falta de «progressos», apelando «à boa diligência e ao devido suporte nesta matéria».

Caos gera custos que não são responsabilidade dos Transitários

«Apela-se, igualmente, ao bom senso, no que toca à mitigação dos custos (de paralisação e parqueamento) que entretanto vêm sendo gerados», salientou ainda a responsável da APAT, descrevendo o que a associação considera uma «situação injusta» que periga as empresas e o comércio nacional. Para a APAT, não restam dúvidas: o processo começou inquinado, foi mal conduzido, e, agora, gera um caos logístico que penaliza gravemente as empresas, os donos das cargas, os transitários, e, claro, o cliente final. 

Foto: Free-Images.com | Pixabay
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