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Cibersegurança em foco: APAT integra grupo de trabalho 'Sea & Land'

18 Dez
A sessão contou com a participação de entidades como a APDL, AGEPOR, APS, ANTRAM, ANTP e AAMC, e moderação da Switch Digital.
A Associação dos Transitários de Portugal (APAT) integra o grupo de trabalho 'Sea & Land', liderado pela Switch Digital, tendo a primeira reunião acontecido no passado dia 15 de Dezembro. O objetivo deste multifacetado grupo de trabalho passa por preparar o setor logístico para a evolução digital em termos de Cibersegurança, na sequência do 'apertar' normativo da nova Diretiva NIS2. António Nabo Martins, presidente executivo, e Bruno Falcão Cardoso, Responsável pela Comunicação e Marketing da APAT, representaram a associação.

A sessão contou com a participação de entidades como a APDL, AGEPOR, APS, ANTRAM, ANTP e AAMC, e moderação da Switch Digital, empresa de Cibersegurança que detém parceria com a APAT desde o arranque de 2025. A reunião, explicou Jorge Santos Silva, Chief Operating Officer da Switch Digital, focou-se em três eixos centrais: a necessidade de mapeamento dos operadores do ecossistema, capacitação e formação e, por último, consolidação de uma lógica de ecossistema, assente na cooperação institucional.

A necessidade de mapeamento dos operadores do ecossistema passa por identificar, de forma sistemática, os diferentes atores, os seus papéis funcionais e os níveis de interdependência existentes. «A tipificação dos operadores — por natureza da atividade, criticidade operacional e grau de exposição ao risco digital — surge, assim, como condição prévia para qualquer estratégia integrada de cibersegurança e resiliência», explicou Jorge Santos Silva. No que concerne à formação, a APAT poderá deter um importante papel a desempenhar.

A estratégia passará por apostar em formações em ciberhigiene, orientadas para a consciencialização, mitigação de risco humano e adoção de boas práticas transversais; e formações técnicas especializadas, dirigidas a perfis operacionais e decisores com responsabilidades diretas nos sistemas e infraestruturas críticas. Contempla-se assim uma abordagem concertada «com vista à formatação de programas formativos coerentes, escaláveis e ajustados às especificidades do ecossistema, referiu Jorge Santos Silva. 

O último ponto, ligado à dinâmica de ecossistema, passa pela cooperação institucional, materializada «na partilha estruturada de conhecimento e na construção de referenciais comuns». Este alinhamento, concordaram os presentes, é essencial para garantir consistência estratégica, eficiência na utilização de recursos e um aumento efetivo da maturidade digital e ciber-resiliência do conjunto dos operadores, num mercado que, cada vez mais, exigirá uma abordagem mais uniforme, harmonizada e segura às empresas abrangidas pela NIS2.

Foto: Free-Images.com | Pixabay
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