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LogiPack: APAT reuniu especialistas para debater a Eficiência Logística

29 Out
Na FIL, a Logipack reuniu um abrangente leques de especialistas para debater o fenómeno logístico. A APAT organizou um debate que contou com o contributo da TAP, Santos e Vale, Medway, Kronolog e APL.
No passado dia 21 de Outubro, na Feira Internacional de Lisboa (FIL), a APAT organizou a mesa-redonda 'Transportes, Logística e Eficiência Operacional', no contexto do evento 'Logipack', que agregou várias conferências tendo como ponto de partida a reflexão sobre o futuro sustentável da Embalagem. O debate promovido pela APAT contou com o contributo da APL, TAP, Medway, Kronolog Solutions e Santos e Vale, proporcionando múltiplas perspetivas sobre o trajeto evolutivo mas também os entraves enfrentados pelas empresas do setor.

Manuela Patrício (diretora de terminais portuários e logística na APL), Bruno Silva (managing director na Medway), Bruno Aires (Global Cargo Director da TAP), Joaquim Vale (administrador da Santos e Vale) e Pedro Ferreira Queimado (fundador da Kronolog Solutions) reuniram-se para dar corpo à mesa-redonda 'Transportes, Logística e Eficiência Operacional', cada um providenciando visões e relatos que acabaram por ser complementares, comprovando que a articulação entre modos de transporte é crucial para o futuro da eficiência logística.

O porto como interface central da Logística eficiente

Representando a perspetiva operacional do Porto de Lisboa, Manuela Patrício defendeu que é vital encarar as infraestruturas logísticas, nomeadamente os portos, enquanto interfaces imprescindíveis do nosso modo de vida, sendo estes elos de ligação cruciais para materializar as cadeias de abastecimento e conectar as empresas, os produtos, e, no fundo, toda a Economia. Joaquim Vale abordou a simbiose entre sustentabilidade e eficiência, vincando que a legislação deve ser lesta a assimilar novas técnicas de transporte, como os gigaliners.

Inovação, regulamentação e os «desafios aduaneiros»

Bruno Silva aludiu ao importante desígnio do Espaço Único Ferroviário Europeu e às «adaptações constantes» - regulamentares e tecnológicas - para se lá chegar, explicando que a velocidade dos progressos excede o andamento da uniformização e da legislação, tornando obsoleta a solução quando chega a oportunidade de implementar. Bruno Aires abordou os desafios aduaneiros, lembrando que um dos problemas «é que a regulamentação é europeia mas cada país interpreta à sua maneira», até mesmo, internamente, de alfândega para alfândega.

A abordagem lean e como «atacar» o quilómetro em vazio

A mesa-redonda, que contou com a moderação do presidente executivo da APAT, António Nabo Martins, analisou também os grandes desafios da eficiência logística numa era em que a filosofia lean é tida como estruturante para as operações das empresas. «Optimização de rotas e de cargas» o que levará a mais carga transportada com menos recursos e menos poluição, explicou Pedro Ferreira Queimado, aludindo também ao «quilómetro em vazio», que pode ser «atacado» com soluções estratégicas mais eficientes.

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