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Joaquim Pocinho: APAT é «voz ativa» no imperativo da Multimodalidade

02 Out
«A aposta na multimodalidade não é uma opção futurista – é uma necessidade atual. E Portugal pode e deve liderar este movimento de modernização logística na Península Ibérica», vincou o presidente da APAT.
O presidente da direção da Associação dos Transitários de Portugal (APAT), Joaquim Pocinho, aceitou o convite para integrar o evento 'Multimodal Eurosur 2025', realizado na cidade de Madrid. Acompanhado pelo presidente executivo, António Nabo Martins, o líder da associação reuniu com a Secretaria de Estado do Transporte e Mobilidade Sustentável de Espanha e analisou o imperativo da Multimodalidade para um futuro logístico mais eficiente, sustentável e dinâmico, no qual a complementaridade é a chave do sucesso.

«Trata-se de uma reflexão que considero absolutamente essencial para o futuro do nosso setor: é inegável a importância estratégica da multimodalidade e da intermodalidade no ecossistema logístico, particularmente no contexto ibérico, que une Portugal e Espanha numa geografia de oportunidades, mas também de desafios partilhados», começou por declarar Joaquim Pocinho, após o término da reunião com os representantes governamentais de Espanha, à margem do evento 'Multimodal Eurosur', no qual António Nabo Martins foi orador.

Mais complementaridade igual a mais resiliência

 «A integração eficaz de diferentes modos de transporte – marítimo, rodoviário, ferroviário e aéreo – não é apenas uma ambição técnica; é uma exigência para alcançarmos uma logística mais eficiente, sustentável e competitiva. Nenhuma dúvida resta sobre esta visão. A complementaridade entre os modos de transporte permite-nos não só otimizar custos e tempos de trânsito, mas também reduzir o impacto ambiental e aumentar a resiliência das cadeias de abastecimento», prosseguiu o presidente da direção da APAT.
 
«Neste contexto, nunca nos devemos esquecer que a ferrovia assume um papel particularmente relevante. A sua valorização – quer através da modernização da infraestrutura, quer pelo reforço das ligações transfronteiriças com Espanha – é fundamental para uma verdadeira conectividade logística ibérica. Não podemos continuar a olhar para a ferrovia como uma alternativa marginal, quando ela tem o potencial de ser um eixo estruturante da mobilidade de mercadorias no nosso território e na ligação à Europa», salientou.

Portugal pode «liderar a modernização logística na Península Ibérica»

«A intermodalidade, quando bem suportada por infraestruturas modernas e interoperáveis, permite-nos potenciar os nossos portos – como portas atlânticas da Europa – e garantir que as mercadorias que aqui chegam têm continuidade logística fluída até ao coração do continente, com Espanha como parceiro estratégico natural neste percurso. Mas para que esta visão se concretize, é indispensável um compromisso sério com o investimento em infraestruturas: terminais intermodais, linhas ferroviárias eletrificadas e compatíveis com os padrões europeus, zonas logísticas bem equipadas e digitalmente conectadas. Trata-se de criar as condições para que a logística não seja um fator de custo, mas sim um elemento de valor acrescentado na competitividade das nossas empresas», prosseguiu, antes de dar o remate final:
 
«Vamos ser claros: a aposta na multimodalidade e intermodalidade não é uma opção futurista – é uma necessidade atual. E Portugal, ao posicionar-se estrategicamente ao lado de Espanha, pode e deve liderar este movimento de modernização logística na Península Ibérica. A APAT será, sempre, uma voz ativa e influente neste processo».

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