Ana Camacho Soares, da APAT, frisou que o futuro aeroporto terá de ser projetado tendo em conta uma «perspetiva de multimodalidade» para impedir que a carga fuja para aeroportos estrangeiros.
A APAT marcou presença no evento destinado a debater a Carga Aérea, levado a cabo pela '
Transportes & Negócios' na reta final de Outubro. Ana Camacho Soares, advogada e Responsável Regional Centro e Sul da associação, integrou a discussão sobre o estado da arte do transporte aéreo e lembrou que o futuro aeroporto terá de ser projetado tendo em conta uma «perspetiva de multimodalidade» para impedir que a carga fuja para aeroportos estrangeiros.
Os vários constrangimentos infraestruturais, burocráticos e procedimentais continuam a perigar a evolução da carga aérea em Portugal; uma problemática que se arrasta há vários anos e para a qual a APAT tem dedicado bastante atenção, dando eco às queixas das empresas transitárias, que vêm o seu trabalho afetado e os seus clientes descontentes. Para Ana Camacho Soares, o projeto do novo aeroporto terá de dar resposta a este problema antigo.
Será necessário apostar num «verdadeiro hub de carga aérea» e numa «cidade logística» que enquadre esta nova infraestrutura e a dote de capacidades adaptadas às exigências da Logística atual, algo que, nos dias que correm, não acontece, seja em Lisboa ou no Porto. Segundo a responsável da APAT presente no evento da publicação 'Transportes & Negócios', trata-se de «aproveitar não só a posição geográfica de Portugal, mas também que a nova infraestrutura deva contemplar as condições para uma cidade logística, numa perspetiva de multimodalidade».
Falta de visão multimodal vai conduzir as cargas para outros países
Ana Camacho Soares defendeu que a «carga é uma entidade viva» e acaba, sempre, «por encontrar o seu caminho». Assim, explicou a advogada, Portugal está obrigado a equipar-se adequadamente para poder competir neste segmento; caso contrário, alertou, «a carga vai sair para os aeroportos de outros países». Recorde-se que a APAT
tem vindo a alertar para os vários constrangimentos neste setor, tendo, inclusivamente criado, em Maio de 2023, um
fórum destinado a analisar e a debater os problemas que afetam a carga aérea em Portugal, reunindo vários
stakeholders como a ANA Aeroportos ou a
ANAC.
Fontes: Transportes & Negócios |
Eco