A Associação dos Transitários de Portugal (APAT) continua a acompanhar de perto o problema da errática entrada em produção do SiMTeM, tendo, nas últimas semanas, intensificado a sua intervenção direta junto da tutela, sem descurar a presença no espaço público, através de entrevistas e reportagens que vêm trazendo para a ordem do dia um tema grave cuja resolução se exige urgente e cabal. No passado dia 21 de Janeiro, foi a vez da SIC: António Nabo Martins, presidente executivo da APAT, explicou, em direto, a gravidade da situação.
«Continuam a existir muitos contentores a aguardar muito tempo para serem desbloqueados. O que está a acontecer é que estão a chegar as faturas dos contentores que, em primeira mão, ficaram bloqueados, ou seja, esta sequência gravosa chegou agora»
«As empresas que importam e as empresas que exportam estão a ter custos adicionais que atingem já as centenas de milhares de euros e o que acontecerá é que terão de repercutir esse custo naquilo a que chamamos de Economia real, que, no fundo, termina no cliente final. Na prática, somos todos nós que iremos pagar esses custos adicionais.»
«Foi a falta de interligação entre todos os agentes da cadeia, que, basicamente, nos trouxe até aqui. Se todos integramos a cadeia logística – cada um no seu
métier ou na sua atividade – então deveríamos estar todos a trabalhar para este objetivo.