«Se o Corredor Atlântico se inicia em Portugal, deveríamos ter mais responsabilidade»
«À boleia dos corredores europeus ferroviários e utilizando os portos secos devíamos criar corredores logísticos assentes no Corredor Atlântico», declarou, ao Negócios, o diretor-geral da APAT.
Na antecâmara da 1ª Conferência Ibérica de Intermodalidade, António Nabo Martins foi entrevistado pela jornalista Maria José Babo, do Jornal de Negócios. O evento, que junta a APAT, a AET e a Câmara Municipal de Soure, realiza-se já no dia 15 de Setembro, no Terminal Multimodal de Alfarelos, vai colocar os países vizinhos a discutir a Intermodalidade, a cooperação transfronteiriça e a conectividade partilhada. Neste contexto, o Corredor Atlântico foi, claro, um dos temas em destaque.
«Se o Corredor Atlântico se inicia em Portugal, deveríamos ter uma maior responsabilidade sobre ele. À boleia dos corredores europeus ferroviários e utilizando os portos secos devíamos criar corredores logísticos assentes no Corredor Atlântico. Espanha tem um comissário especificamente para desenvolver o Corredor Atlântico que junta portos marítimos, empresas e portos secos e põe todos a falar uns com os outros e a definir investimento», analisou o diretor-geral da APAT.
«Se o Corredor Atlântico se inicia em Portugal, deveríamos ter uma maior responsabilidade sobre ele. À boleia dos corredores europeus ferroviários e utilizando os portos secos devíamos criar corredores logísticos assentes no Corredor Atlântico. Espanha tem um comissário especificamente para desenvolver o Corredor Atlântico que junta portos marítimos, empresas e portos secos e põe todos a falar uns com os outros e a definir investimento», analisou o diretor-geral da APAT.
Corredores logísticos: uma aposta com «resultados palpáveis»
Na visão do representante da associação dos transitários, essa aposta tem dado «resultados palpáveis». «Frenquentemente anunciam uma nova plataforma logística de apoio a um porto marítimo, que auxilia o porto a escoar cargas para o interior, que é sempre mais barato. E o espaço marítimo fica mais liberto para receber novas cargas», prosseguiu António Nabo Martins, exemplificando com «Plaza, em Saragoça, que há 15 anos tinha um comboio por semana e hoje quase roubou a proeminência de Madrid».
Esta aposta faz florescer, à volta dos terminais, novos armazéns logísticos, empresas de transporte, e até o aeroporto de Saragoça tem subido no ranking de carga, estando atualmente no top-3 do país vizinho. «Até a Zara montou um grande armazém de distribuição porque tem boa acessibilidade rodoviária, boas ligações marítimas a Valência e Barcelona. Criaram um vulcão e à volta desse vulcão desenvolveram-se várias atividades industriais», completou o diretor-geral da APAT.
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