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Agent to agent como game changer e o obsoleta «supply chain analógica com login»

23 Jun
Diogo Almeida Carneiro, co-fundador e CEO da Conexus, foi um das figuras impactantes do TechLogistics 2026 - o orador não só apresentou a Conexus como analisou, ao pormenor, a evolução disruptiva que, nos dias que correm, vai transformando o mercado e revolucionando, de forme vertiginosa, a orgânicas das empresas, nomedamente aquelas ligadas à Logística. Na sua intervenção, enfatizou o a tecnologia agent to agent como um game changer e salientou ainda a importância do Digital Twins. 




«Acompanhei muito das evoluções dos últimos 20 anos em grandes companhias de consultoria daquilo que é a evolução do mercado da tecnologia. Nasci na era em que o Excel fazia a diferença. Durante 20 anos fui dependente do Excel. Há 4 meses comecei este projeto e deixei de usar Excel. Somos 4 pessoas mas temos de mais de 90 agentes a trabalhar para nós em contínuo: tanto nos processos internos como na consultoria que fazemos a clientes. A IA - e o agent to agent - está em 95% daquilo que executamos com o cliente. Seja para descobrir a raiz dos problemas dos clientes, seja para identificar soluções ou para implementá-las. E sim, concordo que as empresas devem pensar no Digital Twins, em particular nas áreas do Supply Chain. Mas para isso precisam de ter dados»

«No caso da Conexus, nós colocamos o skin in the game: partilhamos com o cliente o objetivo para atingir esse ROI (return on investment). Porque, honestamente, se não existe ROI a seis meses, estou a destruir dinheiro, dada evolução que a tecnologia tem hoje em dia. Nos últimos seis meses, a tecnologia real disrompeu imenso, evoluiu mais que nos sete anos anterior»

«As empresas portuguesas têm de esquecer tudo aquilo que fizeram e como fizeram, nos últimos 15 anos, caso contrário, serão completamente disrompidas por empresas como a Amazon, a NVIDIA, ou a Meta. Vão aparecer empresas e negócios que vão disromper a maioria dos negócios, mesmo aqueles que são líderes de mercado. Trata-se de umar reflexão de onde queremos estar daqui a 30 anos»

«A disrupção total aparece com o agent to agent. Na verdade, não estamos simplesmente numa era de robotizar; os agentes, de facto, raciocinam e aprendem»

«A minha experiência diz-me que temos muito supply chain analógico com login. E ainda por cima temos muitos logins. Perdemos 2% a 3% do nosso dia em logins. (...) loops, rework, trabalho por email, quase infinito» (...) tarefas que poderiam ser, não automatizadas, mas sim autonomizadas. 

«Em 2025, procurar um modelo de supply chain analógico com login não faz sentido. É um desperdício, e, amanhã, aparece uma empresa e disrompe»

«Mais do que as pessoas nos dizem, interessa o que os dados nos dizem»

reação - execução (detetei que o fornecedor vai atrasar e vou tomar uma ação para mitigar isso: cerca de 72 horas. Nós, com um agente determinístico, reduzimos isto a 15-20 minutos. As pessoas envolvidas no processo passaram a ter capacidade de ir ao mercado e procurar soluções com mais tempo. Porque o agente recomenda, automática e autonomamente, alternativas, seja de frete, de fornecedor. 

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