A Agenda Nexus é um dos maiores projetos de inovação, investigação e desenvolvimento no contexto da Digital & Green Transition. O que foi inovador neste projeto é que juntámos várias áreas de Conhecimento: os desenvolvedores de software, os utilizadores finais (como, por exemplo, os donos das cargas, para quem esta temática é importante), as pessoas que integram os hubs logísticos, e as instituições de ensino superior. O grande desafio, foi, de facto, agregar todos estas entidades. Estamos a falar de 111 milhões de euros, para um período de três anos e meio (vai terminar em Junho de 2026). Foi organizado e coordenado pelo Porto de Sines, em sintonia com as restantes entidades.
Foi das poucas vezes em que conseguimos ver a academia, as empresas e os organismos estatais a tentar trabalhar, todos, para o mesmo lado, para o mesmo objetivo. Penso que é uma reflexão que deve ficar para o futuro: conseguirmos ter toda a gente a querer chegar a um ponto em que todos ganhamos. O IPS ganhou porque teve oportunidade de lidar com o dia-a-dia dos desafios empresariais, e, ao mesmo tempo, o nosso know-how de investigação acabou por ser transferido para os desenvolvedores e utilizadores: este foi um ponto fundamental.
Tudo isto nasce a partir de algo que penso ser do conhecimento de todos: a Janela Única Logística (JUL). Identificámos aqui uma oportunidade que poderiamos agarrar, transportando tudo aquilo que diz respeito ao ecossistema marítimo-portuário para um outro nível. Este momento agregador que a JUL conseguiu trazer ao longo dos últimos anos, acaba por ajudar a fazer nascer este conceito do Nexus, um projeto que tem 35 parceiros.
A parte da academia não se resume a universidades e politécnicos, conta também com centros de investigação. O grande desafio foi este: como se consegue colocar 35 entidades a remar para o mesmo lado. Nem sempre é fácil.