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Navios podem estar a trocar o Suez pelo Cabo

14 Mar
O Presidente da Autoridade do Canal do Suez (ACS), Almirante Mohab Mamish contesta o relatório da SeaIntell.
Segundo a SeLintell - um centro de pesquisa dinamarquês dedicado à análise de tráfego marítimo, os navios que evitam este local no âmbito de serviços Ásia-Costa Leste dos Estados Unidos (UESC) e Ásia-Europa do Norte poupam, em média, 211 mil euros por viagem uma vez que não pagam a taxa respetiva, ainda que isso represente mais dias de viagem.
O Presidente do Canal contesta as alegações de que os navios comerciais estão a trocar a rota do Canal de Suez pela passagem do Cabo da Boa Esperança, notícia que tem surgido em vários meios de comunicação.
O jornal World Maritime News acrescenta que na sua última análise, o SeaIntell refere que desde o fim de Outubro de 2015, 115 navios das rotas Ásia-UESC e Ásia-Europa do Norte deixaram antever que mais viagens de regresso passariam a preferir a passagem do Cabo da Boa Esperança à passagem do Canal de Suez.
Mohab Mamish argumenta que as estatísticas apresentadas não não ascendem os 115 desde Outubro de 2015, o que, segundo o Presidente, “representa 0,6% do total de navios que cruzaram o Canal em 2015, o que é uma muito pequena percentagem que não indicia uma tendência geral para o tráfego no Canal”.
O responsável também considera ainda que a queda do preço do petróleo não afetou as receitas do Canal de Suez, uma vez que em Fevereiro do presente ano se registou um aumento de receitas, número de navios em trânsito e tonelagem líquida.
As receitas terão aumentado 5,1% em Fevereiro deste ano face ao mesmo período do ano anterior, segundo a ACS, citada pelo jornal. Em Fevereiro de 2015, o número de navios em trânsito pelo Canal terá subido 6,6%, e a tonelagem líquida terá subido 4,6%, segundo a mesma fonte. 
A estes dados, Mohab Mamish acrescenta outros. Segundo ele, o tráfego e tonelagem líquida de mercadoria que cruzaram o Canal de Suez em 2015 terá crescido 2% e 3,7% respetivamente, face a 2014. E, segundo a ACS, citada pelo jornal, a tonelagem líquida dos navios que foram da UESC para o Médio Oriente pelo Canal do Suez passou de 5 milhões em 2005 para 60 milhões em 2015, “o que é 12 vezes mais em 10 anos, e deve-se à capacidade do Canal para acomodar os maiores navios do mundo em termos competitivos face a rotas alternativas”, refere o Presidente do Canal.

Fonte: Jornal da Economia do Mar
Fonte fotográfica: Jornal da Economia do Mar