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16º Congresso Nacional de Transitários

03 Nov
O olhar de Paulo Paiva, presidente da direção da APAT, sobre o 16º Congresso da APAT, para quem o evento só faz sentido com a participação de todos os associados. O tema deste ano é a “Atividade Transitária & Logística: Tendências e Tecnologias E-mergentes”
 
 
Quais as expectativas para o 16º congresso da APAT?
Em 15 congressos já realizados esta é a segunda vez que se concretiza em Lisboa, tendo a primeira ocorrido em meados dos anos 80 do século passado. É uma excelente oportunidade para recebermos na nossa casa os associados de todo o país, mas sobretudo facilita a participação de entidades públicas. Estamos convictos de que o evento vai tornar-se um marco importante na vida da associação e na forma como se relaciona, em primeiro, com os seus associados, mas também com as entidades que trabalham com os transitários em prol da melhoria contínua e da facilitação dos procedimentos relacionados com as operações de logística internacional. Por outro lado, pretendemos influenciar os decisores políticos a vários níveis, no sentido de olharem para o futuro, definindo objetivos para uma política integrada a longo prazo na área dos transportes e da logística para continuar a transformar o nosso país numa potência a considerar no comércio global.
 
Qual a importância dos temas em debate no setor dos Transitários?
A nossa preocupação foi reunir um conjunto de oradores cujas intervenções se venham a traduzir no enriquecimento de conhecimentos acerca de temáticas estratégicas para a atividade transitária — e que, por inerência, também o são para a economia nacional. Consideramos interessante e importante o debate em torno da facilitação do comércio internacional em Portugal, da evolução tecnológica e do e-commerce, bem como das estratégias assumidas para as infraestruturas logísticas em Portugal, vitais para qualquer gestor. E porque a atividade transitária se desenvolve à volta das relações internacionais, optámos por incluir, também, a visão de organismos internacionais sobre a atividade e a concorrência no setor.
 
Qual o papel que a APAT pode desempenhar na definição de estratégias para o setor?
Só pode ser um papel fundamental, condizente com o trabalho que desempenhamos todos os dias para que os nossos clientes abordem a comércio global com confiança. A APAT assume a responsabilidade de criar condições para os transitários desempenharem e desenvolverem os seus serviços que de forma resumida se podem descrever como colocar o produto certo, respeitando a dinâmica espaço/tempo exigível, na quantidade certa, respeitando as condicionantes logísticas e legais, aplicando o preço justo. Neste domínio a aposta mais relevante da APAT é na formação contínua de todos quantos trabalham neste setor. Essa responsabilidade passa, ainda, por minimizar impactos da mudança que pode ocorrer por alterações na envolvente externa; contribuir ativamente em projetos relacionados com integração de novas tecnologias na logística; analisar e sugerir ações relacionadas com a facilitação junto da AT, ou das Administrações e Comunidades portuárias e aeroportuárias.